Ao tecer comentários sobre as espécies abaixo relacionadas, direi apenas de minhas experiências, tanto no ambiente natural como em cativeiro, durante os meus mais de 55 anos de convivência com elas. Não terei a preocupação de ler o trabalho de outros pesquisadores, copiando dados. Posso até fazê-lo em algumas situações, mas apenas para ajudar na compreensão de quem se dispuser a ler minhas observações. Fui caçador durante muitos anos. Andei por quase todo o Brasil. Alcancei a triste técnica de conhecer os inhambus, de iludi-los e trazê-los a meus pés para, covardemente abatê-los. Depois, acordei para o crime que vinha cometendo e passei a criá-los, a cuidar deles com todo desvelo e carinho que merecem. Essa história já foi repetida dezenas de vezes.
Foram muitos anos de perseguição e convivência. Irei falar o que vi e aprendi com eles, com a intenção única de protegê-los para que não sejam dizimados do Planeta.

Observação final: Exatamente hoje, quinta-feira, 14 de maio de 2026, dou por encerradas minhas pesquisas sobre tinamídeos: problemas de idade (saúde) que me tornam incapaz das competições científicas indispensáveis em busca de novidades, principalmente daquelas que sempre eu procurava “in loco”, passando dias e noites nas matas. O pouco que continua abaixo é apenas um sinal de despedida. Nada mais a acrescentar.

Chororão
NOME CIENTÍFICO
NOME POPULAR
Azulona
Macuco de topete
Pé de serra
Tinamus solitarius pernambucensis
Macuco de Alagoas
Crypturellus obsoletus griseiventris
Inhambu poca taquara
Crypturellus obsoletus obsoletus
Inhambu guaçu
Crypturellus variegatus
Chororão
Tinamus (Crypturellus) resonans
Sururina-da-serra
Crypturellus soui albigularis
Tururim
Crypturellus noctivagus noctivagus
Jaó da mata
Crypturellus undulatus vermiculatus
Jaó do campo
Crypturellus tataupa tataupa
Inhambu chintã
Crypturellus parvirostris
Inhambu chororó
Crypturellus strigulosus
Chorona
Crypturellus cinereus
Inhambu preta
Rinchotus rufescens
Perdiz
Nothura boraquira
Codorniz